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  • Foto do escritorSilvana Lance Anaya

PENSAR DIFERENTE É EXERCER O NOSSO SER


“Em cada homem, em cada indivíduo, contempla-se um mundo, um universo.” (Giordano Bruno)


A história da humanidade contém muitas lições que não devem ser esquecidas.

Quem já caminhou pela animada praça de Campo dei Fiori em Roma, Itália, lugar colorido e cheio de vida talvez não imagine que o local, representante de um pedaço da história, já foi palco de execuções públicas. No centro da praça chama a atenção uma exuberante estátua de bronze em homenagem ao filósofo Giordano Bruno (que também era teólogo, escritor, matemático, poeta, teórico de cosmologia, ocultista hermético e frade dominicano) o qual foi condenado à fogueira pela inquisição romana em 1600 por suas ideias visionárias que na época contrariavam o pensamento e a religião. Como os demais mártires da liberdade de pensamento sacrificados pela Inquisição, Giordano Bruno foi reconhecido e hoje é respeitado como livre pensador e símbolo da liberdade de pensamento e expressão.


O local suscita reflexões, pois pensar diferente continua a ser ousadia, é um atrevimento que ainda leva muitos à fogueira da inquisição social. Somos encorajados a olhar para o mesmo lugar e compartilhar a dedução já instaurada sem questionamentos.

Quando, através do autoconhecimento, temos a oportunidade de olhar para dentro de nós mesmos, percebemos nosso SER em sua essência com suas diferenças inerentes, afinal, somos seres únicos em um universo que contempla e vibra a diversidade através da natureza que exala cores e formas, mas apesar desta exuberante lição, somos estimulados à massificação de pensamentos e posturas que abortam nossa visão subjetiva, condenando nossa percepção pessoal.


Aprender a enxergar o mundo e a si mesmo com a nossa própria lente é restaurar em nós a diversidade que faz parte da nossa criação, é encarar nossas habilidades, deficiências e tudo o que somos para que possamos evoluir a cada dia rumo a uma versão ainda melhor de nós mesmos. Para SER é preciso se reconhecer e para isso precisamos buscar nossas próprias respostas e enxergar o mundo com a nossa própria lente lapidada em nossa história subjetiva.


Aceitar quem somos é nos libertar da condenação de tentar ser o que não somos, é fluir exalando nosso ser em busca da leveza e do bem-estar lutando com nossa própria armadura rumo à vida que nos pertence.


@lanceanayapsic


SILVANA LANCE ANAYA – Psicanalista Pós-Graduada em Teoria Psicanalítica, Psicodramatista, Psicoterapeuta Pós-graduada em Psicologia, Nutrição e Transtornos Alimentares, MBA em Coaching - Bacharel em Administração de Empresas – Jornalista. (em atividade na área da saúde mental desde 2006)

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